E uma brisa bateu em minha alma. Empurrando minha vida como ventania.
Novos rumos, novos caminhos, as coisas novas me excitam.
Apesar de ansiosa, feliz, cansada, disposta e assim vou sendo esses antônimos num mesmo momento.
E bora lá, pra nova vida!
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
quarta-feira, 1 de agosto de 2012
Reencontro
Eu aqui da minha janela ouço o mar, o vento, os gatos contemplando a lua, os cães respondendo ao chamado do lobo distante, e ainda ouço as músicas que me fazem lembrar você, você que foi um amor, um amor que nunca tive e nunca terei. Talvez nunca terei pela distância que agora nos separa ou nunca terei pela nossa incompatibilidade. Um dia tive coragem para me confessar, pra declarar meu amor por você, mas hoje me confundo entre recordações, emoções, erros e defeitos. Não sei se amo as lembranças ou você. Só sei que é bom poder te ver, ouvir, ler, mesmo que seja assim, distante. Se você quiser eu estou aqui, esperando, você pode vir devagar, aos pouquinhos, aos pedacinhos, as migalhas. Não tem importância eu te junto e faça um inteiro, pra gente transbordar, porque completar é pouco, a gente se esvai pelas bordas.
domingo, 22 de julho de 2012
Vento e Mar
Já é muito tarde e bate em minha janela agora o vento e ele trás o cheiro do mar mas, isso não me acalma. A perna esquerda insiste em balançar desde o almoço, não sei o que fazer para pára-la. Já assisti a filmes, estudei química, conversei com os felinos, jantei, tomei banho e nada, ela continua em insistir a balançar-se. Pergunto-me poque olhar o mar não me acalma, porque buscar os meus sonhos não me acalmam - ou melhor, não acalmam-a? - Talvez seja a pressão, que digo não sentir - e não sinto mesmo, não no meu consciente. Por que o vento que joga os meus cabelos para trás e massageia o meu rosto, não me tranquiliza? - Talvez o tempo curto e a estrada longa, os dias cada vez mais curtos, a sensação de vida se esvaindo entre meus dedos, a falta dos amigos. Talvez os canais da TV não colaborem para isso, por alguns minutos que sejam, só o tempo para o cérebro digerir o conhecimento ali enfiado "guéla" abaixo, as músicas não fazem sentido, se a sensação que eu tenho é de desequilíbrio, não entendo a melodia e nem a letra.
Outrora, o que me fazia desligar desse mundo era sair com os amigos, tomar alguns bons goles de destilados. Mas agora vejo, que dormir será a melhor solução para que a perna esquerda pare, ou talvez ela continue só que sem eu perceber. A inquietude do meu corpo deixa meu coração e razão abalados, eles se perguntam o que está havendo. E sem resposta continuam na corda-bamba, desequilibrados.
Outrora, o que me fazia desligar desse mundo era sair com os amigos, tomar alguns bons goles de destilados. Mas agora vejo, que dormir será a melhor solução para que a perna esquerda pare, ou talvez ela continue só que sem eu perceber. A inquietude do meu corpo deixa meu coração e razão abalados, eles se perguntam o que está havendo. E sem resposta continuam na corda-bamba, desequilibrados.
Sinto
A cada dia fica mais difícil não ter alguém pra conversar. Na verdade não sei por que isso me afeta, pois, tenho meus pais para conversar, mas isso não é o suficiente. Sinto falta dos assuntos que temos só com amigas, a descontração de não ter que medir as palavras, palavrões, tom de voz, poder falar de qualquer coisa - por que esse qualquer coisa torna-se assunto por minutos e talvez horas. Lembro-me bem de uma brincadeira que eu e minha irmã (melhor amiga que considero como um irmã) fazíamos, era assim: Uma fala um objeto, sentimento, verbo, enfim qualquer coisa. E a outra fala uma coisa que remeta aquela anterior, e a outra fala algo que remeta ao que foi dito. Bom... no fim de uma brincadeira que começava com guitarra conseguimos terminar com a palavra risadas de pois de um longo tempo desta brincadeira. Aconselho aos que viajam, aos quais os integrantes do carro não partilhem do mesmo gosto musical que façam essa brincadeira. Mas aqui é só uma opinião. Voltando... Sinto falta de sentar no chão sendo calor ou frio, com um copo de Whisky de sobras de formatura - claro que isso não o desvaloriza, nem um pouco - pra conversar, desabafar, ouvir desabafos, choros, até mesmo chorar, rir, pular e gritar. Sinto falta das noites mal dormidas, dos trabalhos que não rendiam, das festas regadas a muita bebida e no final dela sempre um garoto me levava para casa. - Não faça mal juízo de mim, simplesmente sou uma recém adulta, recém separada, depois de um longo relacionamento que não se lucrou nada (financeiramente e espiritualmente). Sinto falta da TV a cabo, de não ter responsabilidades - ou pelo menos fingir que não as tinha -, da bagunça, até da sujeira eu sinto falta! Eu sinto falta de beber no gargalo, de comer porcaria, sinto falta da sensação que dá sentar de pois de muito tempo em pé, das lambas das ruas da cidade, do calor incessante, do frio de quebrar os dentes de tanto bater, etc. Aqui é tudo muito igual, os dias são iguais, o clima, a temperatura, nada oscila. Queria poder achar amigos(as) iguais eu tenho em outra cidade, tão distantes geograficamente de mim, mas tão perto do meu coração. Um dia disse a duas dessas amigas que não sentia saudade de nada, que eu me achava fria, sem coração. Uma delas me disse: aí que horror Fah! Outra me disse: Isso é uma qualidade dos fortes. Mas eu digo agora pela minha dor, que eu tenho coração, que eu não sou fria. Vocês me fazem tanta falta! Não posso dizer dos menos chegados, mas na verdade eu só tenho duas pessoas de que tenho saudade e que realmente valem algo na minha vida - tirando meus pais, é claro -. Serei eternamente grata a vocês pelo apoio, amor e dedicação que me deram. Não vou citar nomes, mas minhas doces e querida irmãs sabem de quem estou falando. Me desculpem se um dia disse algo que as ferissem, que as magoassem, mas irmã é pra isso é pra dar aqueles tapas na cara que nós mesmos temos vontade de nós dar. Se algum dia gritei, briguei e esbravejei, também me desculpem mas era o calor da hora, e certamente nem com vocês era, isso tenho certeza.
Mas tudo isso é pra dizer que vocês me fazem falta, que a saudade - ah! a saudade - sim ela habita em meu coração. Sempre desejarei o melhor pra vida de vocês, nos falando ou não, sucesso sempre pra nós. Pena que não deu tempo de formarmos um trio, acabou ficando eu entre as duas.
AMO VOCÊS MINHAS BRANCAS, PRA SEMPRE!!!
Mas tudo isso é pra dizer que vocês me fazem falta, que a saudade - ah! a saudade - sim ela habita em meu coração. Sempre desejarei o melhor pra vida de vocês, nos falando ou não, sucesso sempre pra nós. Pena que não deu tempo de formarmos um trio, acabou ficando eu entre as duas.
AMO VOCÊS MINHAS BRANCAS, PRA SEMPRE!!!
terça-feira, 3 de julho de 2012
Contemplação
"Primeiro, as cores.
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento."
Depois, os humanos.
Em geral, é assim que vejo as coisas.
Ou, pelo menos, é o que tento."
"As pessoas só observam as cores do dia no começo e no fim,
mas para mim está muito claro que o dia se funde através de
uma multidão de matizes e gradações, a cada momento que passa.
Uma só hora pode consistir em milhares de cores diferentes.
Amarelos céreos, azuis borrifados em nuvens. Escuridões enevoadas.
No meu ramo de atividade, faço questão de notá-los."
- A menina que roubava livros.
Um dia me disseram: contemple o sol, a lua, o céu claro ou nublado, mas contemple.
Saia sem se programar,
viva um pouco em cada canto,
viva mais,
viva pela e com a natureza.
Destro de casa, escritório e lojas
Não podemos contemplar isso,
pois estamos trancados em uma natureza morta,
um tipo de natureza que não deve ser contemplada.
domingo, 1 de julho de 2012
Cor, Jeito e Cheiro
Qual será a cor do seu cabelo?
Do seu olho?
Da sua pele?
E a sua cor favorita?
Será que combina com a minha?
Seria preto, branco ou azul?
Será que é a mesma minha?
E você será mais alto que eu?
Terás o cabelo liso, ondulado ou crespo?
Prefere tênis, sapato, bota ou alpargata?
Usa mais calças jeans, social ou bombacha?
Irás trazer contigo um mate amargo ou uma cerveja gelada?
Virás de cavalo ou de carro?
Será que você cheira a papeis empilhados?
ou será peças queimadas de computadores?
ou quem sabe ainda a grama verde e chuva?
ainda poderás ter o cheiro da industria que faz seu perfume.
Será esse o teu cheiro?
Será que já me conheces?
ou nunca nos vimos?
Se sim como será que nos conheceremos?
Aonde?
A unica certeza que eu tenho é que só tenho perguntas.
sábado, 30 de junho de 2012
Ventania
Não vou ficar esperando você colocar a aliança no meu dedo, eu vou viver a vida, como se cada momento fosse o último, vou escrever minha história.
Agora não sou mais menina, não tenho mais o direito de esperar.
Eu estou indo...
com sol.
com chuva.
com ventania.
com a lua.
se eu não for com ela, vou como ela.
Depende de você.
Corra comigo.
Seja comigo.
Grite meu nome, eu virarei, tenha certeza.
Mas não me venha com palavras, aja.
Não precisa mais segurar meu queixo, não abaixarei a cabeça novamente, não perderei a coroa.
eu sou uma princesa e aprendi nos contos que eles sempre acabam no felizes para sempre.
E é para isso que corro.
Agora não sou mais menina, não tenho mais o direito de esperar.
Eu estou indo...
com sol.
com chuva.
com ventania.
com a lua.
se eu não for com ela, vou como ela.
Depende de você.
Corra comigo.
Seja comigo.
Grite meu nome, eu virarei, tenha certeza.
Mas não me venha com palavras, aja.
Não precisa mais segurar meu queixo, não abaixarei a cabeça novamente, não perderei a coroa.
eu sou uma princesa e aprendi nos contos que eles sempre acabam no felizes para sempre.
E é para isso que corro.
Venha!
Pegue minha mão.
Aperte.
Agarre.
Não solte, não!
Mantenha-se ao meu lado.
Me acompanhe.
Seja meu companheiro.
Pegue minha mão.
Aperte.
Agarre.
Não solte, não!
Mantenha-se ao meu lado.
Me acompanhe.
Seja meu companheiro.
Saiba sê-lo, habitue-se.
Palavras de Inauguração
Como escreveu uma amiga minha certa vez em um lugar como este, talvez nunca ninguém leia esse blog, essas palavras infames que tenho coragem de largar aqui.
Mas isto me serve para livrar as palavras que pesam em meu coração, a mente turbilhonada, o peso dos ombros, que me faz aquietar a alma e calar a dor de não ter os amigos ao meu lado.
Não digo amigo - conhecidos - digo amigos de verdade como a Dinha e a Anne, que mesmo longe eu amo e tenho certeza que me amam.
Vamos lá então, começar o que no papel não deu certo, quem sabe no teclado do pc flua, assim como uma ventania em um descampado.
Mas isto me serve para livrar as palavras que pesam em meu coração, a mente turbilhonada, o peso dos ombros, que me faz aquietar a alma e calar a dor de não ter os amigos ao meu lado.
Não digo amigo - conhecidos - digo amigos de verdade como a Dinha e a Anne, que mesmo longe eu amo e tenho certeza que me amam.
Vamos lá então, começar o que no papel não deu certo, quem sabe no teclado do pc flua, assim como uma ventania em um descampado.
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